A influência da pressão arterial e da glicemia na piora e melhora da Retinopatia Diabética.

O assunto foi abordado em pesquisa realizada pela revista Diabetes Care, que avaliou 4.758 pacientes diabéticos diagnosticados após os 35 anos de idade.

6 de novembro de 2013 | Autor: Centro de Diabetes Curitiba

 

Um estudo recentemente publicado na revista Diabetes Care procurou investigar as causas de piora ou melhora na retinopatia diabética, assim como o papel dos fatores de risco populacionais nas taxas de transição entre os diferentes graus de retinopatia diabética.

O estudo, realizado de 1990 até 2011, avaliou 4.758 pacientes diabéticos que tiveram seu diagnóstico de diabetes após os 35 anos de idade. Na primeira avaliação, nenhum paciente possuía retinopatia diabética. Após as análises estatísticas, foi observada uma relação consistente entre risco e efeito da hemoglobina glicada HbA1c na piora dos graus de retinopatia diabética. De maneira similar, os níveis de pressão arterial aumentaram o risco de ocorrer transição dos graus mais iniciais para os graus mais avançados da retinopatia diabética.

A melhora na retinopatia diabética foi associada a bons níveis de pressão arterial e hemoglobina glicada. As conclusões são que a piora e a melhora na retinopatia diabética foram fortemente associadas com os níveis glicêmicos e de pressão arterial.

Este estudo vai de acordo com o nosso conhecimento atual sobre a influência de um bom controle do diabetes na prevenção de complicações como a retinopatia diabética. Como oftalmologista, considero o controle clínico do diabetes como a base da prevenção e também do tratamento da retinopatia diabética. A estratégia de controle clínico estabelecida pelo seu médico e pelo seu nutricionista deve se aliar aos métodos propostos pelo oftalmologista para tratamento e prevenção de problemas oculares relacionados ao diabetes.

Dr. João Paulo Duprat – Oftalmologista do Centro de Diabetes Curitiba

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