Saiba mais sobre diabetes

Tudo o que você precisa saber sobre diabetes

30 de março de 2021 | Autor: Centro de Diabetes Curitiba - Dra. Claudia Sanches

Como saber se eu tenho diabetes? 

O diagnóstico é  feito através de exames de sangue em que dosamos  a quantidade de açúcar no sangue em jejum, e a média da glicose dos últimos 3 meses, através do exame chamado hemoglobina glicada.

Quem deve se preocupar em fazer uma avaliação?

O diabetes é  uma doença multifatorial, isso quer dizer que são vários os fatores que contribuem para seu início.

Exemplo: história familiar de diabetes; sedentarismo; alimentação rica em carboidratos, hábito de fumar, ter outras doenças crônicas, o excesso de peso e uso de corticoides.

Todos os diabetes são iguais?

Não. Nós  temos 3 principais tipos de diabetes, dentro de um espectro amplo de variantes, além da alteração glicêmica causada em pacientes que estão hospitalizados.

O que difere os principais tipos?

Diabetes tipo 1 é  marcado por uma deficiência abrupta da produção de insulina. É  uma doença autoimune,  que geralmente surge em crianças e adultos até 40 anos de idade, e cujo único tratamento possível  são as aplicações de insulina.

Diabetes tipo 2 é  caracterizado por uma dificuldade da insulina própria em funcionar,  que pode estar associada ou não ao déficit de produção endógena de insulina. Nesse tipo de diabetes, temos diversas medicações orais e injetáveis para melhorar o controle glicêmico do paciente.

Diabetes gestacional é diagnosticado  na mulher gestante que não tem diabetes previamente, e começa a apresentar alterações glicêmicas durante a gestação.

E a Hiperglicemia hospitalar é  diagnosticada em um pacientes com ou sem diabetes, que por apresentar um problema agudo com necessidade de internação, e uso de medicações, e/ou dietas específicas, podem fazer alterações glicêmicas com necessidade de correções  no internamento.

Isso não quer dizer que o paciente será diabético, mas que apresenta alterações da glicose por estresse, e que também necessita de controle, para melhorar o cuidado e otimizar a evolução do paciente. 

Ponto indispensável:

Independente do tipo de diabetes, é  fundamental cuidar da alimentação e  praticar atividade física.

Com o exercício,  a glicose do sangue tende a ser melhor metabolizada, que significa ser utilizada como fonte de energia para nosso corpo, e um cardápio alimentar balanceado, com restrições de produtos ricos em açúcares  evitam a sobrecarga da glicemia no corpo. Assim, sejam medicações orais ou injetáveis,  todas irão desempenhar melhor efetividade.

Outra maneira de dizer é  que o estilo de vida mais saudável favorece e facilita o controle do diabetes.

Como é  o tratamento:

É  necessário o acompanhamento com um endocrinologista, porque o tratamento é  individualizado. Isso quer dizer que 2 irmãos com diabetes, podem utilizar medicações diferentes, e mesmo assim apresentar resultados semelhantes.

Por que cuidar?

O diabetes é  um problema de saúde que não tem cura, e é  chamado de “silencioso”. Isso porque o excesso de açúcar  não causa dor, mas com o tempo, a pessoa que tem hiperglicemia na circulação sanguinea começa a ter prejuízo no funcionamento de qualquer órgão do corpo. Alguns, tendem a ser mais acometidos do que outros. Se a pessoa esperar apresentar algum sintoma para tratar,  possivelmente ela pode já ter consequências que irá levar para o resto da vida.

Mas, quando bem tratado e acompanhado,  a pessoa que tem diabetes terá uma vida com menos risco de complicações e muito mais saudável.

O nosso corpo trabalha em equilíbrio. Se você tem diabetes, é  fundamental um acompanhamento individualizado.

Vamos te ajudar a se cuidar,  para você aproveitar o que a vida tem de melhor!

 

 

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