Tratamento do Alzheimer para além dos remédios

Estar ao lado do familiar compreendendo a sua dificuldade e sempre procurando estimular que ele faça o que esteja ao seu alcance ajuda a resgatar a sua função social e a própria pessoa. Devemos respeitar sempre a sua individualidade e não devemos permitir que ele fique isolado da família e da sociedade.

27 de janeiro de 2014 | Autor: Centro de Diabetes de Curitiba

A doença de Alzheimer, assim como outras demências, tem se tornado cada vez mais presente no dia a dia do consultório e da sociedade. Entretanto, até o momento, os medicamentos apenas retardam a evolução da doença, ou seja, não curam e nem impedem que a doença progrida.

Essas doenças são muito angustiantes, pois tanto o idoso quanto os familiares notam as alterações de memória e o prejuízo da funcionalidade. Gradativamente aquela pessoa vai perdendo sua capacidade de decidir, de viver em sociedade e de se autocuidar. Vai deixando de existir em vida… aquele que era o pai e avô, a mãe e avó vai sumindo… e ,no seu lugar, vai ficando uma pessoa que muitas vezes é totalmente desconhecida para a sua família. Esse processo pode levar mais de 10 anos para acontecer.

E o que fazer durante esse processo? Como podemos ajudar essa pessoa que tanto amamos?

No dia 16/01/2014 foi publicada uma reportagem na Gazeta do Povo falando sobre o tratamento não farmacológico da doença de Alzheimer. Segundo a mestranda em Neurologia e Neurociência da UNIFESP Cybelle Diniz, as técnicas de estímulo cerebral como música, arte e fotos antigas inicialmente mantêm a qualidade de vida e depois melhoram a mobilidade. Além disso, essas atividades promovem a neuroplasticidade, ou seja, estimulam o cérebro a restaurar conexões neurais, fomentando a memória e adiando os sintomas da doença.

Então, além do tratamento com medicamentos, devemos estar ao lado do nosso familiar ao longo dessa jornada, compreendendo a sua dificuldade e sempre procurando estimular que ele faça o que esteja ao seu alcance. Podemos pedir para contar histórias de sua vida ou perguntar o que ele recorda com uma determinada música, procurando assim resgatar a função social, a pessoa. Devemos respeitar sempre a sua individualidade e não devemos permitir que ele fique isolado da família e da sociedade.

Ao longo de todo esse processo, os familiares podem aproveitar para ler e compreender como as coisas irão acontecer e assim se preparar. Um bom site para consulta é o http://www.abraz.org.br/ e o http://doencadealzheimer.com.br/ .

Artigo da Dra. Gisele dos Santos, médica geriatra do Centro de Diabetes Curitiba

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/viverbem/saude-bem-estar/conteudo.phtml?tl=1&id=1439417&tit=Tratamento-do-Alzheimer-para-alem-dos-remedios

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